Ando numa fase de Henrique VIII.
Estou tentando lembrar quando começou, mas a memória me falha. Tesão por reis ingleses (no sentido histórico, não erótico, da coisa) eu sempre tive, começando com um que talvez nem tenha existido, Artur (OK, esse no sentido erótico da coisa também). Acho que esse é o único amor constante e, fora ele, as épocas variam. Agora estou num momento Tudor, avivado, acredito, pelos lugares revisitados durante a visita dos meus pais. E por The Other Boleyn Girl, que estou lendo e curtindo. Resultado, muitas horas de trabalho perdidas em buscas na internet, e uma gigantesca lista de livros que quero ler sobre o cara e a época – o que provavelmente vou enrolar tanto pra fazer que, até lá, já estarei pensando em outro rei. Mas enfim.
Engraçado que eu nunca me empolguei pelas cortes francesa, espanhola, russa. Nem pela portuguesa, que poderia ter sido uma escolha natural pra quem 1) é metade lusa e 2) teve de engolir as malditas navegações durante tantos anos na escola. Mas minha paixão (entusiasmo, curiosidade, vício – nem sempre amor e admiração) sempre foi a ilha – dos celtas a Churchill. Cheguei até a estudar gaélico com um livro Teach Yourself, tem noção?
E daí?, você me pergunta. Afinal, eu não sou a primeira pessoa a me fascinar pela história alheia. E daí que eu casei com um inglês, cara. Coincidência? Profecia auto-realizável? Busca inconsciente? Não sei. Mas no momento estou botando as minhas fichas em destino.
Segunda-feira, Maio 19, 2008 às 3:43 pm |
Eu digo de brincadeira que eu sempre morei cá na ilha – meu corpo é que enfim chegou no mesmo lugar que a minha cabeça em 2004…! A época do Henry VIII é interessante e complicada, mas eu prefiro os tios da Rainha Victoria – se existisse tablóide na época, não ia ter papel que chegasse para cobrir os escândalos todos
E, numa outra nota, cê tá boa? It’s been a long time, eh?