Uma das minhas sagas dos últimos tempos está chegando ao fim. Esse fim de semana nos mudamos para a casa nova, de malas (quatro: duas minhas, uma dele e uma com ‘enxoval’) e umas poucas cuias (dois pratos, dois garfos, duas facas, um sortimento de canecas desparceiradas e minha caixa de produtos de limpeza, porque não é à toa que respondo por Bree Van de K… er, Hodge.)
Todos os nossos outros pertencem já foram, ao longo das últimas duas semanas, encaixotados e empilhados em um guarda-volumes. Presentes de casamento, livros, roupas, DVDs, artigos de papelaria. Eu, que me prezo de ser implacável no julgamento do que vale a pena ser guardado (quase nada, em geral), fiquei besta de ver quanta tralha fomos capazes de juntar. E agora tudo isso está fora de uso, por causa da outra mudança que acontecerá em breve (mais sobre isso, já sabem, depois).
Minha casa tem teto, mas de resto não tem nada. Minto: tem quartos, cozinha, salas, banheiros e um jardim fofo com peixes no tanque. O que já é alguma coisa. Pelo próximo mês e pouco, vamos morar nela feito squatters de luxo, mas não faz mal, porque ela é nossa. Ou pelo menos o é a dívida que a fará nossa ao final de 25 anos. Mas não faz mal, porque ela é nossa. Nossa, nossa, nossa.
Está achando que é muito barulho por uma hipoteca que vai durar a minha vida profissional inteira? Pois saiba que, aqui, chegar aos finalmentes da compra de uma casa é motivo pra comemoração, sim. O mercado imobiliário da Inglaterra é total casa da mãe Joanne, porque não tem lei que regule. Você pode acertar uma compra, pagar depósito, gastar uma pequena fortuna em inspeções, advogado e o escambau… e acabar sem casa. Qualquer uma das partes pode desistir até o segundo em que o contrato é assinado, o que pode levar tempo pra caralho e, no nosso caso, levou. Nove semanas e meia. E não foram de amor.
O detalhe é que essa é a quarta casa que nos pusemos a comprar. Começamos a busca em dezembro e pagamos todos os nossos pecados, passados e futuros, até essa compra finalmente sair. E, ironicamente, mal vamos entrar e logo vamos sair. Mas isso é assunto para outro dia. Por ora, um brinde à casa, que é nossa, nossa, nossa. Olha ela aí.

Sexta-Feira, Junho 13, 2008 às 1:06 pm |
Linnnnnnnda a casa prima…….adorei!! bjinhos
Sábado, Junho 14, 2008 às 4:12 am |
A Cami tem uma casa de Barbie!!!
Domingo, Junho 15, 2008 às 5:15 am |
How seeeeeeet!!! Ei! Quem disse que o céu por aí é sempre cinza? Eu bem estou vendo um monte de azul nesta foto!
Segunda-feira, Junho 16, 2008 às 2:39 pm |
Parabéns!!!
Ter um teto por si só já é motivo de comemoração, ter uma casa sua só aumenta o motivo para comemorar e ficar mais feliz ainda.
Fiquei muito feliz por vc
Beijão
Quinta-feira, Junho 19, 2008 às 2:01 am |
que legal, camis, parabéns!!!!!
Quinta-feira, Junho 19, 2008 às 11:34 am |
Brigada, minha gente! Tem espaço pra todo mundo, desde que vocês não se importem de dormir em colchão inflável, hehehe São todos bem-vindos
Quinta-feira, Junho 19, 2008 às 6:35 pm |
Bela foto. Mas cadê o muro, o alarme e o cachorro? Vocês estão achando que estão no Primeiro Mundo?
Segunda-feira, Junho 23, 2008 às 12:37 pm |
Hm, a porta tem fechadura, serve?