Quarta-feira, Dezembro 3, 2008
Quisera a humanidade que fôssemos capazes de amar uns aos outros como amamos os nossos animais. Perdoando defeitos. Vendo sempre o lado bom. Mantendo-nos firmes ao compromisso assumido, independentemente da ocasional cagada no carpete.
Vejam o exemplo do Milu (que, vale dizer, só faz sujeira no jornalzinho). Me conta meu querido amigo Mograbi que o Milu, um misto de scottie e maltês, domina o sofá da casa, onde ele dorme de pança pra cima. Quando acordado, o Milu late. Muito. E tem sentimentos territoriais fortes: é o mala quem decide quem entra no quarto da menina. Colo? Ele torce o nariz, a não ser que seja o da mulher do Mograbi. Como se não bastasse, o Milu avança nas pessoas que não conhece.
Falando assim, o Milu soa um pouco… bem, enjoado. Mas, para o Mograbi, o Milu é um cãozinho de ouro. E não é assim mesmo que deveria ser?
Milu, comendo uma cenoura depois de tomar banho e fazer escova. Aaaw!
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Animais de estimação | Etiquetado: amor, bichos, cães |
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Escrito por Mrs G
Quinta-feira, Novembro 20, 2008
Eu nunca tinha visto um deles ao vivo. Eles são magricelas, mas enormes. Altos, graciosos e com cinturinha de pilão. A Gisele dos cães.
Fui passar a mão, mas sem segundas intenções. Nem me passaria pela cabeça botar um bichão daqueles num apartamento. Mas adivinhe: segundo os especialistas, greyhounds são felicíssimos em espaços pequenos. Não apenas porque cresceram acostumados ao confinamento, mas porque têm um nível de energia tão baixo que passam a maior parte do dia dormindo!
Mas peraí. Greyhounds não são cães de corrida? Atletas viciados em adrenalina? Sim e não, disseram os voluntários. Eles são, sim, os cães mais velozes do mundo, mas não têm estâmina quase nenhuma. Eles correm feito loucos (a 65 km/h) por uns dois minutos, depois descansam pelas próximas 20 horas. Minha versão canina!
E é por isso, amigos, que a campanha continua. Já fui me informar sobre passaporte pra cachorros; li tudo possível sobre a vida pregressa dos ex-corredores; encomendei livros sobre a raça e coletei informações sobre banheiro de animais. Agora só falta convencer o marido. E o condomínio, que por regra não aceita cães com mais de 14 kg. Ratos!
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Animais de estimação, Domesticidades | Etiquetado: adoção, bichos, cães, condomínio, corrida, dormir, espaço, Gisele Bündchen, greyhound, peso, preguiça |
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Escrito por Mrs G
Quarta-feira, Novembro 19, 2008
Meus requerimentos são simples, mas irrevogáveis:
1. Eu quero adotar um cão abandonado.
2. Eu não quero um filhote.
3. Tem de viver bem em apartmento.
4. Não pode ser poodle, chihuahua ou qualquer outro desses ratos que não calam a boca.
A bem da verdade, meu negócio sempre foi cachorrão. Mas, dada a limitação n°3, eu estava me conformando com a idéia de um vira-latinha médio ou um pug (feio, coitadinho, mas divertido).
Até que, sábado, fomos dar uma volta no shopping. O que encontramos? Um cercado cheio de greyhounds montado pela CalGAP, um grupo que promove a adoção da raça na Califórnia.
(A história continua. Güentaí.)
| Você sabia?
Os greyhounds, ou galgos ingleses, são treinados desde pequenos para participar de corridas. Aos 18 meses, começam a competir. A vida ‘profissional’ acaba quando o bichinho se machuca ou quando o dono percebe que ele não tem chances de vencer — em geral, entre os dois e os quatro anos de idade. Os que correm bem e se mantêm inteiros têm de ser aposentados, compulsoriamente, aos cinco.
Para onde vão os lentinhos, os machucados e os aposentados? Dezenas de milhares são exterminados, muitos deles ainda filhotes, porque não servirão pra competir. Outros são vendidos para laboratórios de pesquisa, usados para procriação ou exportados para corridas ilegais. Uma fração consegue chegar às mãos dos grupos de salvamento, que dão aos cães teto e comida provisórios e tentam encontrar famílias que os queiram.
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Animais de estimação, Domesticidades | Etiquetado: adoção, bichos, cães, espaço, greyhound |
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Escrito por Mrs G
Terça-feira, Novembro 18, 2008

Vocês que cresceram ao mesmo tempo que eu devem se lembrar do slogan mais irritante e mais inteligente de todos os tempos: Não esqueça a minha Caloi. Com seus bilhetinhos para recortar e espalhar pela casa, a marca tirava proveito da capacidade inata que as crianças têm de amolar seus pais até vencerem pelo cansaço.
Eu não queria uma Caloi. Eu tinha uma bicicleta novinha que tinha ganhado no programa do Bozo, vermelha e com cestinha. O que eu queria era um cachorro. Então, sabiamente, apropriei-me da estratégia ofensiva da Caloi para esse fim. Levou tempo, mas finalmente meu pai deixou a gente trazer um para casa. (Nosso lindo e fofo Aoki, um akita japonês.)
Vinte anos depois, estou reciclando a campanha. Venho atormentando o marido desde junho com a idéia. Por enquanto, ele tem me enrolado. Mas estou aumentando a intensidade da tortura desde que descobri o cachorro ideal para nós. Detalhes a seguir.
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Animais de estimação, Domesticidades | Etiquetado: bichos, cães, greyhound, infância, propaganda |
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Escrito por Mrs G