Resolução de ano novo

quinta-feira, dezembro 31, 2009

Encontrar tempo para escrever.

Nos vemos do lado de lá.


Pós-hibernação

quinta-feira, maio 28, 2009

Levei bronca, e com razão. A seca informacional nem faz justiça à quantidade de acontecimentos desde a minha última passagem por aqui.

Em geral, estive ocupada e enlouquecida: mudei de casa de novo; arrumei um emprego no começo de março; perdi, ganhei e recuperei amigos e encontrei umas boas e amestradíssimas sarnas para me coçar.

Aos poucos vou introduzindo detalhes sobre as novidades, mas, por ora, fiquem com o ensinamento do dia:

A raposa mais esperta e fugidia é quem faz a caça interessante. Mas não se iluda. O caçador quer a conquista, não a raposa. Não importa quão lustrosa ela seja.

You’re welcome.


Sobrecarga e a arte de tagarelar sobre o nada

quinta-feira, maio 29, 2008

Tudo nessa vida é questão de hábito. Fazer a cama, meditar, tirar a maquiagem antes de dormir. Você desenvolve um ritual. Você cria um espaço para que a coisa aconteça. Você se força um pouquinho e quando vê aquilo virou parte do seu dia-a-dia. Possíveis exceções são limpar privada e pagar imposto. Mas escrever não foge à regra. E não escrever também não.

Porque o tempo é escasso e os afazeres, muitos, é fácil entrar numa rotina de ignorar as frases que se redigem na cabeça, em Verdana 10. Com o passar dos dias, perde-se a formatação. Logo os parágrafos viram bullet points. Palavras-chave rabiscadas. Símbolos taquigráficos. E aí, já era. Quando se vê, lá se foi uma semana sem que os monstrinhos saiam pra passear.

Mas monstros precisam de ar. Aí você tenta criar o espaço pro lazer deles de novo. Mas nem sempre dá. Quando sua empresa está virada do avesso tentando migrar para uma plataforma alienígena, por exemplo. Ou quando se está muito, mas muito atrasada mesmo, com os trabalhos de um curso que você resolveu fazer num momento de loucura. (Mais sobre isso depois.) Aí você, pra completar, compra uma casa. Sua primeira casa. (Mais sobre isso depois.) E, no meio disso tudo, começa a se preparar pra fazer as malas e mudar de ares mais uma vez. (Mais sobre isso depois.)

E, no fim das contas, tantos pensamentos se acumulam que você nem sabe por onde começar. E acaba escrevendo sobre a falta de tempo pra escrever. Ê, mundo cão.


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