Plantão de ano novo

Domingo, Janeiro 4, 2009

Da editoria de economia

Entrei o ano bem, queimando 400 conto em creminhos. O problema é que eu preciso fazer estoque, porque na minha terra não tem Natura. E agora eu vou começar a usar Chronos. Daqui pra frente é ladeira abaixo, como delicadamente me avisou um flatmate quando eu fiz 25. (E isso já faz três anos.)

Da editoria de turismo

Ainda não vi nada de São Paulo — nem acho que irei. Cheguei, fui levada para o interiorrrr e, agora, ganhei um único dominguinho na capital antes de ir para a praia tomar chuva. Plano pra hoje: almoçar com a família, visitar a parentada e, provavelmente, continuar comendo até explodir, o que parece ser a regra cada vez que eu venho para cá.

Da editoria de esportes

Ã-hã.

Da editoria de cotidiano

Marido voltou pra casa dia 1° e agora temos seis horas de fuso entre nós. É a coisa mais bizarra, tanto pela familiaridade do relacionamento a distância, que eu julgava ter ficado no passado, quanto pela estranheza de o meu dia começar antes que o dele (sempre foi o contrário).

Do caderno 2

Já estou totalmente por dentro de A Favorita e passadíssima porque vou embora antes de a novela nova começar. Bendito seja Deus por eu não ter assinatura da Globo internacional ou eu não iria fazer mais nada da vida. E se alguém ainda não assistiu ao programa O Melhor do Brasil, na Record, eu recomendo. É a coisa mais trash que eu vi nos últimos tempos.


As voltas do gigante

Segunda-feira, Junho 30, 2008

Pra quem cresceu achando que Retorno de Saturno era um nome hippie para histeria de mulheres pré-balzaquianas, estou afetada demais pela coisa, eu acho. Se bem que isso não prova nada — talvez eu seja apenas mais uma quase-trintona louca querendo pôr a culpa nos astros. De uma maneira ou de outra, os fatos são que 1) esse ano eu completo 28 e 2) esse ano tá foda.

Nas últimas três semanas apenas eu cheguei à conclusão de que quero: abandonar o jornalismo e virar tradutora em tempo integral; fazer uma pós em Lingüística; escrever um romance; largar tudo e virar psicanalista; lançar uma revista independente; parar de trabalhar para criar os meus ainda não existentes filhos; não ter filhos; ter filhos desde que possa criá-los junto da minha família no Brasil; ter filhos desde que eu possa criá-los em uma sociedade menos materialista; ter filhos desde que eu possa criá-los em qualquer lugar do mundo longe da minha sogra; abrir um negócio pontocom; terminar amizades que me fazem competitiva e louca; alimentar ainda mais amizades que me fazem competitiva e morrer louca tentando provar que eu ainda sou tudo aquilo que comecei a ser, e larguei; vender a casa e comprar uma caixa de sapatos em Londres; vender a casa e comprar um sítio; me jogar de uma ponte; me jogar de um prédio alto; me jogar de um avião.

Pra que lado estou pendendo? Nem idéia. Amanhã eu nem reconhecerei esses impulsos. Esse ano tá foda.


Reinauguração, parte MDXCI

Segunda-feira, Abril 7, 2008

Há muito tempo estou querendo ressuscitar o blog. Venho adiando por medo, puro e simples, de que ninguém queira ler o que eu tenho para escrever. O que, provavelmente, é mesmo o caso.

Alguns pobres de vocês acompanham meus resmungos desde o primeiro Diário Intramuros, que inaugurei em 2001. Desde lá virei uma pessoa muito menos interessante. Deixei de ser mega-nerd, mega-azeda, mega-abraçadora-de-árvores, assistidora compulsiva do Warner Channel e outros adjetivos não necessariamente favoráveis, mas que faziam de mim ‘mim’.

Virei uma versão sem-graça de mim mesma. Tão poucos anos, se formos pensar, para tal abismo ter-se aberto entre nós. Mas há um motivo. Me desliguei do universo que habitava em tantos sentidos que me sinto vagando pelo mundo, com orgulho profissional abandonado, amizades quebradas, família distante e nenhuma idéia do que fazer comigo mesma.

Ou talvez eu esteja apenas ficando confusa com a idade. Acontece.

Mas mesmo os mais bestas têm algo a dizer. E no momento estou numa fase tão angustiada com o futuro que um tema parece formar-se diante de mim. Por isso, a volta ao fantástico mundo dos diários virtuais. Mantenho o nome não por constância, algo que me falta, mas por falta de criatividade, algo que abunda no momento. Bem-vindos.