Com minha avó materna, uma das mulheres mais sábias sobre a face da Terra, aprendi que nada está tão ruim que não possa piorar. A pílula de sabedoria provavelmente veio na forma de um dito popular, e possivelmente em italiano (por isso não me culpem se entendi ligeiramente errado), mas, em suma, ela teria me incentivado a não sonhar com a morte lenta e dolorosa do meu ex-chefe porque eu poderia me arrepender. E ela estaria certa.
Trabalhei por cerca de um ano com uma criatura reles a que chamaremos aqui SH. Uso as iniciais pelo simples motivo de que ele busca a si mesmo no Google o tempo todo, e por um golpe do destino o indivíduo tem uma namorada brasileira. Deus permita que eu compreenda como ele conseguiu uma namorada, pra começo de conversa. E brasileira. Todo mundo sabe que gringo adora brasileira. Ela poderia ter arrumado coisa muito melhor. Mas fujo do ponto.
A questão é que SH fez minha vida muito difícil desde o dia em que entrei aqui. Inevitavelmente, passei a desejar que o pior acontecesse a ele. Não obtive a graça completa, mas comemorei com a mesma disposição quando ele pediu a conta em dezembro. Mal sabia eu.
Sai SH, entra Andy.
Sete semanas e já tenho material para um livro em dois volumes. Piadas prontas para o blog, e de graça! Por hoje, uma introdução.
- Por que você escreveu Crohn’s disease com letra maiúscula e apóstrofo?
- Porque eu gosto de escrever corretamente.
- Mas por que a letra maiúscula? Você não escreveu câncer com letra maiúscula.
- Porque nomes próprios escrevem-se com letra maiúscula. Tipo Andy.
- Hm. Mas isso não explica o apóstrofo.
(Pausa. Três minutos mordendo a parte interna da bochecha.)
- Trata-se de possessivo. O Dr Chron descreveu a doença pela primeira vez. Na língua inglesa, faz-se assim.
- Não estou convencido.
- Eu juro. Pode perguntar pra quem você quiser.
- Não, pode deixar. Vou investigar isso a fundo sozinho.
Bem-vindos ao fantástico mundo de Andy.
Escrito por Mrs G
Escrito por Mrs G