Tesouros do vestiário

Terça-feira, Agosto 18, 2009

Não é nenhuma obsessão com sutiãs, não, mas quero que vocês conheçam Amls, A Menina da Lingerie Sexy.

Toda segunda, quarta e sexta, a moça e eu montamos em bicicletas vizinhas para fazer spinning. Comecei há mais de duas semanas, mas foi só sexta passada que eu me dei conta de que Amls vestida é a mesma pessoa que Amls sem roupa.

Amls vestida é Betty A Feia; óculos catastróficos, roupas matronais, o cabelo um trapinho loiro caindo pelos ombros.

Amls sem roupa é uma mega gostosa de parar o trânsito emoldurada por retalhos espetaculares de renda preta.

O que fazem essas pequenas (minúsculas!) jóias escondidas sob vestidinhos cafonas?? Se o problema fosse falta de estilo ou de vaidade, o visual estaria completo com sutiãs de reforço e calcinhas bege, mas não. No vestiário, Amls é a personificação da deusa nórdica do sexo, quem quer que seja ela.

(Claro que o fato de ela desfilar/secar o cabelo/aplicar a maquiagem só de calcinha enquanto espera o hidratante secar ajuda a reforçar a imagem.)

Não acho que uma mulher sexy deva necessariamente se vestir para matar — e todo mundo já cansou de ouvir o clichê de que ‘as quietinhas são as piores’. Mas me surpreende que pelo menos o bom-gosto não chegue à camada de fora.

Sorte do cara que decidir investir enfrentar o look Betty. Vai ganhar de virada.


Das incongruências do matrimônio

Quarta-feira, Junho 25, 2008

Casamento é divertido, quentinho e faz bem pra saúde, mas nem tudo é perfeito, como é de conhecimento geral. Saia por aí perguntando e ouvirá preleções interessantes sobre a divisão dos afazeres domésticos, a administração das finanças, o regime sexual, a educação da cria.

Do alto das minhas bodas de oito meses, ainda não deparei com esses obstáculos. (Ou não mais, depois de treinar o marido a botar o lixo pra fora.) Apesar disso, não estou isenta de dificuldades. Pessoalmente, minhas picuinhas com essa milenar instituição social são duas: minha sogra e a escassez de Espaço Individual.

A velha é ruim pra caralho, vai durar pra sempre. Ou seja, não há nada que eu possa fazer a esse respeito, a não ser rezar e sentir pena de mim mesma. Mas pelo Espaço Individual (assim mesmo, com maiúsculas), é possível lutar.

Na minha casa nós tomamos café da manhã juntos, cozinhamos juntos, vemos TV (er, DVDs no computador, porque não temos TV) juntos, lemos na cama juntos. O que é uma delícia 99% do tempo. Mas as minhas células eremitas choram de saudade daqueles momentos de absoluta solidão em que eu podia tomar café, cozinhar, ver filmes e ler em perfeito silêncio. Não que a solitude mude essas atividades de maneira prática – é mais uma sensação de estar em retiro espiritual. Só eu e mim mesma, e Deus (ou Deusa. Ou deuses. Sei lá eu).

Foi por isso que, quando Mr G disse que iria viajar nesse último fim de semana para a despedida de solteiro de um amigo, botei um círculo vermelho no calendário e comecei a contagem regressiva: 180 dias, 179, 178… Me preparei adequadamente. Fiz reserva num hotel spa, botei montes de leituras na mala.

E sábado foi mesmo um dia iluminado.

No domingo eu não via a hora de ele voltar pra casa.

Oito meses e o Espaço Individual já não é mais o mesmo.


Tá no sangue?

Quarta-feira, Maio 14, 2008

Tirado do Sexpedia, blog educacional da minha amiga Fernanda:

Are you British in bed?

E pro marido, que é britânico, deu passaporte russo…